5 motivos para você criar uma startup no Brasil agora

Este é o melhor momento para se tornar um founder no maior ecossistema de inovação da América Latina

Antler in Brazil

November 6, 2023
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O desenvolvimento de novas tecnologias, como, por exemplo, a Inteligência Artificial e o Blockchain, aliado à difusão de conhecimentos sobre empreendedorismo, deixou evidente uma questão: as startups têm se tornado um dos principais veículos de transformação da sociedade, entregando produtos e serviços inovadores a um grande número de pessoas. 

Segundo dados do Dealroom.co, o mundo tinha apenas 12 startups unicórnios – empresas com valor de mercado acima de US$ 1 bilhão – em 2010, sendo a maioria proveniente do Vale do Silício. Em 2022, esse panorama mudou. São mais de 168 companhias unicórnios, com os Estados Unidos não representando mais do que 30% desse número. A inovação se tornou global.

Dentro desse cenário global de desenvolvimento de produtos e serviços inovadores, o Brasil tem desempenhado um papel essencial, destacando-se como o país líder na América Latina, região com um de PIB (Produto Interno Bruto) de US$ 1.9 trilhão e um grande potencial de adoção de tecnologia. Já são 24 unicórnios formados, contando com startups que já abriram capital no país ou no exterior.

Há muito espaço para crescimento e, por conta disso, nunca se teve um melhor momento para se tornar um founder de startup no Brasil. Neste artigo, elencamos os cinco principais motivos pelos quais você deveria considerar criar a sua própria startup: mercado doméstico amplo; população extremamente digitalizada; forte natureza empreendedora; ecossistema de inovação maduro; e apoio governamental.

1. Mercado doméstico amplo

Para que qualquer negócio seja bem-sucedido, ele necessariamente precisa atacar um mercado que seja grande o suficiente. No universo das startups, não é diferente. Qualquer produto ou serviço inovador precisa resolver o problema de um público amplo, que esteja disposto a pagar pela soluções.

Porque o Brasil é um país de dimensões continentais e abriga a sétima maior população do mundo, com mais de 200 milhões de habitantes - segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística –, startups brasileiras já nascem com um Mercado Disponível Total superior à maioria dos demais países.

Não se trata apenas de um mercado grande em quantidade. Com um PIB de US$ 1,92 trilhão, o Brasil é a 11ª maior economia do mundo, de acordo com dados do Banco Mundial, com um potencial de crescimento ainda maior, devido às ineficiências em diversos setores da economia.

Sendo assim, apenas por nascer no Brasil, uma startup tem acesso a um mercado doméstico massivo, com um grande apetite para o consumo. Atender bem a um segmento de clientes no Brasil já é o suficiente para gerar um bom volume de vendas, ter uma receita positiva e gerar empregos. 

2. População extremamente digitalizada

Além de ser um país com um grande número de habitantes, o Brasil também possui um alto grau de digitalização. De acordo com dados do We are Social, mais de 84% da população possui conexão com a internet – aproximadamente 170 milhões de pessoas –, gastando, em média, nove horas e meia por dia online. 

O Brasil é um dos países que mais utilizam redes sociais diariamente. São mais de 152 milhões de pessoas conectadas nessas plataformas, gastando, em média, três horas e quarenta minutos por dia online. WhatsApp, Instagram, Facebook e TikTok são os principais canais acessados pelos brasileiros.

Divulgar novos produtos e serviços em canais digitais é uma das melhores formas de conseguir ter maior exposição de marca e atingir novos públicos. Por conta disso, criar uma startup no Brasil pode ser uma grande vantagem competitiva logo de saída, já que quase metade dos brasileiros (44,4%) usam as redes sociais para encontrar e comprar novos produtos.

3. Forte natureza empreendedora

Quando falamos de empreendedorismo é difícil não falar do Brasil, muito por conta da sua forte natureza de criação de novos negócios. Segundo dados do Global Entrepreneurship Monitor, entre a população adulta brasileira, de 18 a 64 anos, 67% já possuem um negócio ou estão cogitando criar um nos próximos três anos.

Com isso, o Brasil possui 93 milhões de pessoas engajadas com o empreendedorismo de alguma forma em suas vidas. Deste número, 51 milhões de pessoas pretendem criar um negócio nos próximos anos. Isso coloca o Brasil como o 2º país com mais empreendedores em potencial, ficando atrás apenas da Índia, com 115 milhões de possíveis empreendedores.

Além de ter um número expressivo de pessoas desejando seguir a jornada empreendedora, o Brasil tem um grande volume de talentos, especialmente na área de tecnologia e inovação, criando novos negócios e gerando empregos. Um fato que comprova isso é que, de acordo com a Abstartups, o número de startups fundadas no Brasil saiu de 4 mil, em 2015, para mais de 12 mil, em 2022, um crescimento de 200%.

4. Ecossistema de inovação maduro 

Mesmo com o mercado global de startups sofrendo uma desaceleração nos últimos dois anos, o ecossistema brasileiro de inovação mostrou sua maturidade e continua em um nível elevado de volume de investimentos. Em 2022, segundo o Distrito, foram US$ 4,46 bilhões aportados em startups, abaixo dos US$ 10 bilhões registrados em 2021, mas acima do nível de antes da pandemia de Covid-19.

Um fator que contribui para o desenvolvimento desse ecossistema, e a injeção de recursos para o desenvolvimento de startups, é o número cada vez mais crescente de fundos de Venture Capital (VC) no Brasil. De acordo com dados do Emerging VC Fellows, em seu report VC Radar LatAm 2023, há mais de 585 gestoras de capital de risco no Brasil, um número 85% maior do que o registrado em 2022. 

Criar uma startup em um ecossistema mais maduro proporciona um ambiente propício para o desenvolvimento de negócios de tecnologia. Com uma rede maior de atores envolvidos, maiores são as oportunidades de receber investimento, mentorias direcionadas e até mesmo encontrar potenciais parceiros de negócios, prolongando a sobrevivência dos negócios.

5. Apoio governamental

Outro ponto que contribui e fomenta a criação e desenvolvimento de startups no Brasil é o apoio de entidades governamentais, seja por meio de chamadas públicas para financiamento de empresas com soluções de interesse público, como por meio de investimento ativo do governo em fundos de investimento.

A entidade mais ativa nesse sentido é o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que além de ter um programa de aceleração que apoia empreendedores de startups de impacto, o BNDES Garagem, também realiza Chamadas Públicas com foco em selecionar fundos de investimento para que seja possível amplificar o aporte em empresas de alto potencial de crescimento.

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Read the English version of the article below

5 Reasons to Build a Startup in Brazil Right Now

This is the best moment to become a founder in Latin America's largest innovation ecosystem

The development of new technologies, such as Artificial Intelligence and Blockchain, along with the democratization of entrepreneurship knowledge, has made one thing clear: startups have become one of the primary drivers of transformation, delivering innovative products and services to a large number of people.

According to data from Dealroom.co, the world had only 12 unicorns—companies with a market value above $1 billion—in 2010, with the majority originating from Silicon Valley. In 2022, this landscape changed. There are now more than 168 unicorn companies around the world, with North America only representing 30% of them. Innovation has gone global.

Within this global scenario, Brazil has an essential role to play, standing out as the leading country in Latin America. It’s a region with substantial GDP (Gross Domestic Product) and significant potential for technology adoption. Brazil has already formed 24 unicorns, including startups that have gone public.

There is a lot of room for growth. And that’s why there has never been a better time to become a founder in Brazil. Here are five reasons why you should build your startup in the region: 

1. Massive domestic market

For any business to succeed, there must be a large target market. This is also true in the startup world. Any innovative product or service needs to solve the problem of a broad enough audience. And that audience needs to be willing to pay for these solutions.

Because Brazil is a country of continental dimensions and has the seventh-largest population in the world (with over 200 million inhabitants according to the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE)!) Brazilian startups are born with a Total Addressable Market (TAM) larger than most of the countries in the world.

It's not just a matter of quantity. With a GDP of $1.92 trillion, Brazil is the 11th largest economy in the world according to World Bank data, with even more significant growth opportunities due to inefficiencies in various sectors of the economy.

By starting in Brazil, a startup has access to a massive domestic market with a strong appetite for consumption. Serving a customer segment in Brazil has potential to generate substantial sales, positive revenue, and job creation.

2. Extremely digitized population

In addition to having a large population, Brazil also boasts a high level of digitization. According to We Are Social data, over 84% of the population has internet access. This equates to approximately 170 million people spending an average of nine and a half hours online daily.

Brazil is one of the countries with the highest daily social media usage. More than 152 million people are connected to these platforms, spending an average of three hours and forty minutes online daily. WhatsApp, Instagram, Facebook, and TikTok are the main channels accessed by Brazilians.

Promoting new products and services through digital channels is one of the best ways to gain brand exposure and reach new audiences. It means that building in Brazil can be a significant competitive advantage right from the start, since nearly half of Brazilians (44.4%) use social media to discover and purchase new products.

3. Strong entrepreneurial drive

When it comes to entrepreneurship, it's hard not to mention Brazil, largely due to its strong culture of creating new businesses. Data from Global Entrepreneurship Monitor (GEM) shows that among the adult Brazilian population aged 18 to 64, 67% already have a business or are considering creating one in the next three years.

The numbers speak for themselves: Brazil has 93 million people who have entrepreneurial intentions. Of these, 51 million people intend to start a business in the coming years. This places Brazil as the second country with the highest number of potential entrepreneurs, surpassed only by India, with 115 million potential entrepreneurs.

Also, Brazil has a large pool of talent— particularly in the technology and innovation sector, when it comes to creating new businesses and generating jobs. This is backed up by data from Abstartups: the number of startups founded in Brazil increased from 4,000 in 2015 to over 12,000 in 2022, a growth of 200%.

4. Mature Innovation ecosystem

Despite the global startup market experiencing a slowdown in the last two years, the Brazilian innovation ecosystem continues to maintain a high level of investment volume. In 2022, according to Distrito, $4.46 billion were invested in startups, which was less than the 2021 $10 billion record but still higher than pre-COVID-19 levels.

One factor contributing to the development of this ecosystem and the injection of capital is the increasing number of Venture Capital (VC) firms in Brazil. Emerging VC Fellows’ VC Radar LatAm 2023 report shares that there are more than 585 venture capital firms in Brazil—an 85% increase from 2022.

Building a startup in a more mature ecosystem provides many opportunities. With a larger network of stakeholders involved, there are more investment streams, tailored mentorship, and even potential business partners, extending the lifespan of businesses.

5. Government support

Another factor contributing to the creation and development of startups in Brazil is the support of government entities. This includes public calls for financing and accelerating companies with public interest solutions or active government investment in investment firms.

The most active entity in this landscape is BNDES (Brazil’s National Bank for Economic and Social Development). In addition to having an acceleration program supporting impact startup entrepreneurs called BNDES Garagem, they also promote public calls with a focus on the selection of investment firms to amplify investments in high-growth potential companies.

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